terça-feira, 29 de abril de 2014

privatização do carnaval de salvador


 O sistema ditatorial brasileiro vem tomando rumos assustadores. Dentre as inúmeras formas de impor a sociedade uma ideia, o governo tem tomado conta da cultura e tentando privativa-la da forma mais drástica possível. No ultimo carnaval de Salvador, o qual é referencia no Brasil como uma festa de rua, onde as pessoas tinham total integração, tornou-se uma festa excludente, para poucos, onde quem tem mais curte com qualidade e conforto. A maior das mentiras é dizer que o carnaval é uma festa popular; esta deixou de ser uma festa do povo e para o povo. 

A imprensa trás uma imagem de paz, de uma festa bonita onde a união reina, onde as pessoas são todas de uma beleza impar e uma arrumação impecável, onde atores, atrizes, pessoas famosas circulam com total liberdade e sem nenhuma preocupação com o perigo, mas as emissoras esquecem que as mesmas elevam seus pisos ao mesmo patamar dos camarotes que, diga-se de passagem, são caríssimos e excluem a possibilidade de virar suas lentes para os foliões conhecidos como "pipocas", os quais não ficam cercados dos seguranças que protegem os camarotes, ou os cordeiros que envolvam os blocos. As pessoas da pipoca ficam sujeitas a violência de diversas formas inclusive da Policia a qual deveria esta apenas com intuito de proteção, mas infelizmente essa não é a realidade, a policia desrespeita aos inocentes quando ocorre uma briga, os militares exalam spray de pimenta em todas as pessoas que estão nas proximidades sem pensar no bem estar dos seres. 

''O prefeito ACM Neto prova que não governa para os menos favorecidos''. E isso não é novidade., novidade é saber que a privatização do carnaval da Bahia chegou a este patamar ridículo e vergonhoso. Se uma cervejaria dita o que deve beber o folião e o prefeito aceita esta imposição porque a ele interessa esta negociação, podemos dizer que é negócio, é capitalismo, o foco esta apenas nos negocios, no ganhar dinheiro. Visto por outro lado, os camarotes e blocos tinham total liberdade para elencar a cerveja dos seus blocos, porem no circuito "Dodo e Osmar" nas áreas não privativas apenas uma cervejaria era quem comandava. 

Carnaval virou festa para poucos,  poucos cheios da grana que se exibem nos camarotes com suas expressões de superioridade quando voltam o olhar para ''povo'' que curte no chão. Quem está prestes a viajar para salvador pensando em acompanhar uma festa popular, se prepare para assistir a uma separação sem precedentes na cultura brasileira. Porque é no chão que as brigas acontecem; é no chão que a gente humilde joga cerveja para o alto; não dispõe de beleza e estilo, muito menos de salões de belezas durante a festa. No entanto foi no chão que a festa se espalhou, chamou a atenção da população e dos outros estados brasileiros e paises de todo mundo. Foi o chão, que hoje foi transformado em pipoca que fez nomes como Ivetes, Chicletes, Asas.

Um ótimo exemplo que pode ser associado a este tema é o pensamento de Sócrates, no qual defendia que as manifestações culturais era um direito de todos, e com toda esta privatização, esta deixou de ser cultural, ou seja do povo para o povo!


Raissa do Lago Albuquerque









domingo, 27 de abril de 2014

Baianas do acarajé conseguem liberação para venda de acarajé na Copa do Mundo e na Copa das Confederações

Através de protestos realizados em abril de 2013, as baianas do acarajé estiveram na frente da Arena Fonte Nova para entregar a presidente Dilma uma petição pública que reuni cerca de 16 mil assinaturas a favor da venda de acarajés no raio de 2 km da arena. O documento foi entregue ao assessor da Secretaria Geral de Relações Político Sociais, José Claudionor Vermohler, que assegurou encaminhar para a presidente. Em protesto, as baianas montaram tabuleiros e distribuíram acarajés gratuitamente para as pessoas que transitavam no entorno da Arena.
Após quase um ano de polêmica, as baianas que vendem acarajé foram autorizadas a comercialização de seus projetos durante os jogos da Copa das Confederações. A FIFA, que no início se mostrava resistente a venda de alimentos que não fossem de seus patrocinadores oficiais nos arredores dos estádios, mudou de opinião.
O primeiro avanço aconteceu em maio, quando a FIFA liberou empresas responsáveis para organizar a venda de comidas e bebidas nos estádios na Copa das Confederações de 2013 e na Copa do Mundo de 2014. Logo após, o secretário estadual para assuntos relativos da Copa na Bahia, foi liberada a venda de acarajés. As baianas terão um lugar específico para elas que será fora do estádio, mas ainda dentro de uma área exclusiva da FIFA. O preço já foi estipulado pela Associação das Baianas de Acarajé e Mingau do Estado da Bahia, que será R$ 6 reais na versão simples e R$ 8 na versão com camarão. A associação tenta desde 2012 a liberação da venda dentro da Arena Fonte Nova.
Esta forma de manifestação mostra a força da cultura baiana e a perseverança das baianas pela busca de seus direitos em mostrar para todos os visitantes que vierem assistir os jogos em Salvador um dos símbolos da sua cidade. Essa conquista não é apenas delas, mas de toda a população de Salvador!



A Filosofia tem um grande interesse pelas manifestações culturais, pois como disse o filósofo Montaigne: "nada do que é humano me é estranho." . Há uma relação entre esses dois assuntos no que diz respeito a  filosofia das ciências, da religião, das artes, da existência ética e da vida política. Além disso, a Filosofia ocupa-se também com a crítica das ideologias que se originam na vida política, mas se estendem para todas as manifestações da Cultura. No que diz respeito ao ensino-aprendizagem da Filosofia, as manifestações e os protestos podem abrir discussões sobre: ética, valores éticos, existência, historia, corrupção, lutas sociais e suas motivações , violência, direitos humanos, política, entre outros.


Samia Lacerda Costa